Fui comemorar meu aniversário em João Pessoa com amigos que moram lá e outros de Salvador que também foram. Estávamos na varanda da casa de uma amiga, conversando, rindo e
bebendo, quando fui ao banheiro. Nesse momento, meu celular tocou com o nome de um amigo gay de João Pessoa que havia saído para comprar algumas coisas - xará do meu paquera da época.Minha amiga, dona da casa, viu o nome na tela, achou que era esse amigo gay e atendeu dizendo: “Faaaaaala, viado”. Como a pessoa do outro lado ficou em silêncio, ela repetiu: “Tá muuuuudo , viado?”. Logo depois, a ligação foi encerrada.
Quando voltei, descobrimos que o amigo gay que tinha saído não tinha levado o celular. Ao verificar, percebi que quem havia ligado tinha sido meu paquera - não o xará - que, provavelmente, queria me dar os parabéns.
Desde então, aprendi duas coisas: nunca deixe o celular desbloqueado e nunca tenha dois contatos com o mesmo nome. Porque, no meu aniversário, em vez de ganhar declaração, ganhei um “viado mudo” ecoando na minha memória para sempre.

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