quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A Cigana


Estava na Praia do Forte com uns amigos curtindo um churrasquinho.
Depois de algumas horas de churrasco e vários goles de cerveja, chegou uma amiga que não estava no churrasco, mas também estava na Praia do Forte me chamando pra ir na casa de um amigo dela onde estava rolando uma festinha.
Eu chamei minha parceira do churrasco e fomos.
Chegando lá, o espírito da Cigana Santa Rosa Madalena cismou de baixar em mim. Comecei a falar que sabia ler mão e que era muito boa. Minha companheira do churrasco confirmava toda vez que eu falava afirmando com a cabeça.
Bastou frisar duas vezes que uma fila se formou na minha frente.
Fui lendo a mão de um por um e, pasmem, acertava tudoooo.
Quanto mais eu acertava, mais a fila aumentava.
Eu não tinha mais o que inventar quando, de cabeça baixa, lendo a mão de um rapaz, escuto uma voz:
- Agora é a minha vez.
Quando suspendi a cabeça reconheci a pessoa.  Simplesmente, Davi Bastos, arquiteto renomado... o dono da casa.
Ao mesmo tempo que fiquei tensa, fiquei empolgada com o cliente VIP e decidi ler a mão dele também.
Mão a postos e lá fui eu:
- Vejo isso, isso e isso
- Aconteceu isso, isso e isso
- Você fez isso, isso e aquilo
Cada vez que eu falava, ele arregalava os olhos.
Isso aí.. mais uma vez eu estava acertando tudo.
E assim terminou a noite: Todos sabendo de suas vidas, eu descobrindo que tinha sangue cigano nas veias, ou melhor, álcool cigano (rs) e Davi Bastos querendo meu contato para quando precisasse dos meus serviços.
Mas, graças a Deus, a cachaça já tinha zerado, de tanto ler mão, e consegui enrolar.

O Batuque

Estava curtindo com uma amiga o meu primeiro carnaval em Salvador. 
Estava, simplesmente, eufórica!
Dançava, cantava, pulava... Enfim, curtia cada minuto que passava.
Tudo muito normal até que começou a se aproximar da gente uma fila de policiais militares. Ao mesmo tempo que a fila começou a passar por a gente, se aproximava, vindo do lado contrário, o trio da Timbalada.
E de onde eu estava, escutava o grito de guerra:
- TIM BA LA DA!!!
Nesse momento, o juízo sumiu completamente da minha cabeça. 
Fiz um batuque na cabeça dos PMs. Comecei no primeiro da fila e só terminei no último.
Enquanto batucava, gritava junto com  a Timbalada:
- TIM BA LA DA!!
E, na hora do "DA" (última sílaba), o último policial teve direito a um batuque com uma força maior, afinal , era o fim do grito de guerra.
Minha amiga com os olhos arregalados, dizia:
- Você é louca?!?! Você é louca?!?! 
Todos olharam pra mim com cara feia, mas não fizeram nada. E eu, achando mais do que normal o que tinha feito,  sorria e dava tchau pra eles.
Até hoje não entendo como não me levaram. 
Com certeza, foi uma graça concedida por Nossa Senhora Protetora dos Carnavalescos.


A Sacizeira

Era carnaval.
Estava no prédio com alguns amigos quando avistei o camarote andante de Carlinhos Brown se aproximando. Resolvi ficar pertinho pra apertar a mão do Cacique.
Assim que ele foi passando, estiquei meu braço e chamei por Brown. Como sempre, muito simpático e atencioso, veio em minha direção para pegar na minha mão. Quando eu estava com o braço hiper estendido para realizar meu desejo, uma"sacizeira" (nome usado em Salvador para mulher baixo astral) passou entre mim e Brown e empurrou meu braço com toda força. 
Na reação dei um empurrão nas costas dela e ela saiu catando cavaco uma boa distância. 
Quando achei que tudo tinha terminado, olhei pra direção que tinha empurrado a sacizeira  e avistei a criatura voltando com movimentos de boxe e soltando fogo pelas ventas.
Isso mesmo!! Ela estava voltando pra me pegar.
Fiquei desesperada!! Ia apanhar feio.
Olhei pros lados pra ver se tinha amigos em volta, mas nada. 
Olhei pro prédio pra ver se dava tempo de correr, mas estava um pouco distante.
É... A única solução era me defender.
Esperei ela se aproximar mais um pouco e quando ela ficou na distância do meu braço hiper estendido, por ironia do destino, o mesmo que ela empurrou, dei um tapa no pé da orelha da sacizeira fazendo ela dar um giro de 360º.
Enquanto ela girava, eu corria em direção ao prédio. 
Ufa!! Deu tempo. 
E lá de dentro do prédio, são e salva, eu enxergava a sacizeira, ainda um pouco zonza, me procurando.
Essa aí nunca mais mexe com gente que não é da laia dela...rsrs

sábado, 6 de dezembro de 2014

A Atiradora

Quando eu penso que já vi de tudo no colégio estadual onde trabalho, tenho a prova que, definitivamente, estou enganada.
Estava dando aula quando uma menina e três meninos começaram uma discussão. Quando a aluna viu que estava começando a perder a "briga", resolveu chamar 2 apoios.
Colocou os seios pra fora e começou a esguichar leite nos meninos (tinha parido recentemente e estava amamentando).
Os meninos começaram a correr pela quadra desesperadamente, enquanto a aluna corria atrás deles com suas armas fatais.
Eu tentava acalmar a situação, mas sem muito êxito.
No desespero, gritei:
- Aluna, guarda essas armas, ops, digo, seus seios.
E ela, ainda correndo atrás dos meninos, respondeu gritando:
- Calma, pró, só falta um.
Eu, dada por vencida e desesperada pra por fim na situação, respondi:
- Então acerta logo e depois guarda.
E, finalmente, ela acertou o último e cumpriu a ordem.
Ufa...

domingo, 30 de novembro de 2014

SCHIN OU SKOL??


Estava no Sarau do Brown com uns amigos, quando Carlinhos Brown pegou o microfone e começou a gritar:
- Por que Schin? (a Schin é a patrocinadora do Sarau)
E alguns respondiam:
- Porque sim!!
E mais uma vez ele perguntou.
Dessa vez, assim que ele terminou a pergunta eu respondi gritando:
- Porque não tem Skol!! 
Lógico que Carlinhos Brown não ouviu, pois foi a minha voz contra várias, mas, sem saber, algumas pessoas gostaram e concordaram com minha resposta e acabei ganhando um forte apoio.
E lá vai Carlinhos perguntar a terceira vez:
- Por que Schin?
E pra minha surpresa e dele também, meus amigos e várias pessoas que estavam em minha volta e tinham escutado e gostado da minha resposta, gritaram:
- PORQUE NÃO TEM SKOL!!
E dessa vez, Carlinhos escutou. 
Ficou um pouco sem graça e começou, imediatamente, uma música, como quem dissesse:
- Vamos deixar essa discussão pra lá.
É, mas acho que dessa vez a Skol ganhou a guerra, pois Carlinhos não repetiu a pergunta mais nenhuma vez  rsrs

domingo, 2 de novembro de 2014

O Pintor Ousado

Contratei um pintor pra pintar as grades de fora do meu apartamento e como ele não conseguiu terminar o serviço no sábado, combinamos que terminaria na segunda.

Quando ele terminou a primeira etapa, no sábado, me ligou perguntando se tinha como eu pagar metade do valor. Disse a ele que poderia, mas que só chegaria em casa mais tarde. Caso ele quisesse esperar não tinha problema nenhum, mas se não esperasse, só pagaria na segunda mesmo.
Quando cheguei em casa ele já tinha ido embora.
Tudo resolvido. Segunda pagaria o valor total do serviço quando ele finalizasse.
Pois bem... agora é a ousadia.
Estava dormindo hoje de manhã, quando o interfone tocou mais ou menos 8:00 da matina (esse horário no domingo, pra mim, é madrugada). Como estava com muito sono e não estava me sentindo muito bem, não fui atender. Tocou mais duas vezes e parou. Pensei: quem era desistiu. Depois volta. E dormi novamente.
Quando estava num soninho gostoso acordei assustada com batidas na minha janela. Isso mesmo... o pintor subiu no andaime e bateu na janela pra me acordar.
Não acreditei!!!
Dei um grito tão grande que ele deve ter caído do andaime. E pra completar abri a janela e dei mais uns três.
Esse aí nunca mais acorda ninguém.

domingo, 26 de outubro de 2014

O Engano Sexy

Uma amiga bebeu um pouquinho e quando voltou pra casa ficou na intenção de um paquera (quem nunca passou por isso, né?).
Pra atiçar o desejado ela resolveu colocar umas roupinhas íntimas e tirar uma fotos. E lá foi ela... Trocando a roupa uma atrás da outra e tirando foto.
Pronto. Ensaio fotográfico feito e agora era só enviar.
Celular na mão, contato selecionado, fotografias anexadas e enviadas.
Esperou um tempinho pelo retorno dele, mas nada. Ficou chateada e foi dormir.
No outro dia, assim que acordou, correu pra ver se tinha alguma novidade. Quando pegou o celular, lá estava um whatsapp. Abriu correndo e estava escrito:
- Fiquei muito excitado! Não dormi a noite toda.
Quando estava quase ficando feliz, percebeu que tinha algo estranho. A foto no whats não era do paquera dela, mas sim de um amigo com o mesmo nome. Isso mesmo!!! Ela enviou as fotos pro amigo.
Morrendo de vergonha respondeu:
- Desculpa, foi engano. Enviei errado.
E ele, querendo ser amigo ou não (até hoje temos essa dúvida), respondeu:
- Percebi, mas pra você não ficar tão envergonhada, segue algumas fotos minha pra você.
E ela acabou tendo que ver o amigo de cueca e de toalha em várias posições.
Só sei que nessa história toda quem saiu perdendo foi o alvo, pois até hoje não recebeu mais nenhuma foto pelo trauma que esse episódio causou na minha amiga.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Pegadinha do Whatsapp

Recebi uma pegadinha no whatsapp que dizia o seguinte:
O governo pagará um abono salarial para quem trabalhou com carteira assinada de 2010 a 2012.
E logo abaixo estava o link da matéria.
Cliquei para ver os detalhes e dei de cara com a imagem de um negão nu ostentando sua "tromba de elefante".
Dei risada e resolvi passar a diante.
Mandei para várias amigas e recebi diversas respostas: xingamentos, risadas, "vou passar pra frente"...
Mas, no meio de todas as amigas que mandei, uma não respondeu. Fiquei um pouco encucada pq ela sempre responde, mas pensei que ainda não tinha visto.
Dois dias depois, estava quase dormindo quando o meu whatsapp apitou. Curiosa do jeito que sou, resolvi olhar. E lá estava a mensagem da amiga sumida:
- Sacanagem!!! Eu não abri o link porque não tinha trabalhado de carteira assinada nessa época, mas, confiei na informação da chamada e enviei pra minha enteada com os dizeres "mostra pra sua mãe" e logo em seguida enviei pro grupo beneficente que faço parte com várias senhoras frequentadoras assíduas da igreja.
Isso bastou pra eu ter uma crise de riso e perder, completamente, o sono.
Nunca uma pegadinha foi tão eficiente kkkkk

sábado, 9 de agosto de 2014

Susto Fitness

Estava conversando com meu sobrinho sobre uma academia TOP que meu amigo vai inaugurar quando começaram as perguntas:
- Como vai ser?
- Vai ter aula de quê?
- Vai ser grandona?
- Vai ser onde?
E tome-lhe pergunta.
- E? E? E?
Respondi a todas as perguntas até que surgiu a seguinte:
- Quanto vai custar?
Eu, como professora de educação física, acostumada com a linguagem da área, respondi:
- Vai custar $$$ sem água.
Nesse momento, ele levou um susto enorme e disse:
- SEM ÁGUA?????
Comecei a rir e, quase sem conseguir responder, expliquei:
- Não, sobrinho, não me referi a água de beber, mas ao plano água (natação e hidro)
E o semblante dele foi se acalmando e aceitando o preço da academia com direito a água... pra beber kkkkk

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O Alface Chic

Fui à feira hoje e perguntei ao feirante se ele tinha alface.
Ele respondeu que sim e me entregou um alface americano.
Eu disse que achava o americano um pouco sem graça e que preferia o outro.
Ele disse:
- Acho esse mais chic.
Eu fiquei muda por um minuto e disse:
- Vou levar o americano.
Não podia ser menos chic que o feirante rsrs

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A Fã Revoltada

Preparei a maior presepada pra esperar meu ídolo passar no trio. Minha esperança era que com os cartazes, apitos, mamães sacode e tudo mais que achei para chamar a atenção, ele pararia o trio na frente do prédio que estava com a galera e cantaria uma música para mim.
Distribuí os objetos entre os amigos, coloquei cada um em sua posição e ocupei meu lugar. Fiquei em cima de duas caixas de coca-cola cedidas pela dona do isopor.
Lá de cima avistei o trio apontando e dei o comando:
- Todos alertas que o trio está vindo.
Ficamos todos posicionados esperando o trio se aproximar. 
Quando ele chegou na nossa frente, os apitos soaram, os cartazes balançaram, as mamães sacode sacudiram, os gritos saíram de cada garganta e... E nada. Para meu arraso, Netinho passou a mil correndo de um lado pro outro do trio sem nem se quer dar uma olhadinha pra baixo pra ver a festa que estávamos fazendo pra ele.
Aos poucos os apitos foram silenciando, os cartazes descendo, as mamães sacode caindo e os gritos cessando.
Naquele momento senti, pela primeira vez, uma raiva enorme de Netinho.
Rasguei os cartazes, amassei formando uma bola e joguei em direção ao trio, que se afastava lentamente da frente do prédio. Ao mesmo tempo que jogava os cartazes, fazia gestos obscenos e gritava palavras não muito educadas. Realmente, foi um momento de fúria na minha vida.
Assim que me acalmei, olhei para os lados e todos em minha volta me olhavam com cara de espanto. Olhei para cima e todos que estavam  nas janelas do prédio, apontavam pra mim rindo sem parar. Olhei pra baixo e, toda sem graça, desci da minha plataforma improvisada e fiquei parada por uns minutos pra me recompor.
Nesse momento, um morador do prédio chegou rindo do lado do meu ex namorado e disse:
- Rapaz, nunca vi uma fã tão revoltada.
Pois é, não consegui chamar a atenção de Netinho, mas, com certeza, consegui chamar a atenção da metade dos carnavalescos do circuito Barra - Ondina.


terça-feira, 29 de julho de 2014

Correria



Amigos, estou numa correira danada e, por isso, sumi um pouco do Blog.
Assim que organizar a vida volto com novas histórias.
De vez em quando passeiem por aqui que quando menos esperarem eu já voltei.
Beijo

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Os Falsificadores

Como todos sabem, sou igual a uva, só ando em cacho. Completamente dependente da companhia de minhas "uvinhas".
Em um carnaval, fiquei hospedada no apartamento de um amigo que mora no Circuito Ondina. Tudo lindo e maravilhoso, mas faltava algo... o acesso de minhas "uvas" no prédio.
Cada apartamento recebeu 10 pulseiras e meu amigo, dono do apartamento, me cedeu duas (a minha e a do meu ex namorado) para cada dia. As outras ele deu pra seus familiares e amigos. Nada mais justo!
Meus amigos iam pra porta do prédio para ficarmos juntos, mas não tinham a "mordomia" que eu tinha (entrar na hora de uma pipoca violenta, banheiro limpo e fácil, lugar pra sentar pra descansar um pouco...) e isso me incomodava. Queria todos juntos e misturados.
Foi aí que veio a ideia!!!
Chamei uma amiga e disse:
- Por que não fazemos umas pulseiras no computador? Colocamos a cor do dia e o nome do prédio. Com certeza, vai passar. E ela concordou.
No outro dia, quando acordamos, fomos na casa dela e "confeccionamos" as pulseiras.
À noite, a medida que as "uvas" iam chegando eu ia entregando as pulseiras.
Pronto! Perfeito! Todos com os mesmo direitos.
Eu disse perfeito? Na verdade, quase perfeito. 
Caiu uma chuva fortíssima que pegou todo mundo atrás do trio e não teve como correr. Ela molhou todos dos pés a cabeça, inclusive, os braços. E o que isso tem a ver? As pulseiras confeccionadas foram impressas em papel ofício e com a chuva, todas rasgaram, menos a minha e do meu ex que eram verdadeiras.
Todos fora do prédio de novo.
No outro dia acordei e ainda não conformada de não ficarmos juntos em todos os momentos comecei a olhar as pulseiras dos outros dias. Viro pra cá, viro pra lá e o que vejo? O telefone e o endereço do lugar que o prédio encomendou as pulseiras. Ficava no bairro que um casal de amigos morava. 
Celular na mão imediatamente:
- Amigo, achei o contato da fábrica das pulseiras aqui do prédio. Passa lá e encomenda as cores que ainda serão usadas nos próximos dias pra turma toda.
E ele foi mais do que imediato.
Chegando lá, só vendiam o cento. Algum problema? Nenhum. 
Não, calma, a turma não tinha 100 pessoas. Éramos bem menos. 
Usamos as que precisávamos e guardamos as outras.
E assim terminamos o carnaval daquele ano. Todos juntos, com acesso ao prédio e sem medo de chuva.
E as pulseiras que sobraram, jogamos fora? Nunca. Todas foram muito bem utilizadas em festas que ocorriam durante o ano e coincidiam a cor.

O Dendezeiro

Estávamos na fazenda de um amigo, num dia de água dura (como dizem os baianos) e quando o dia foi terminando e já estávamos em água, resolvemos fazer um luau perto de um lago embaixo de uns dendezeiros.
Ficamos ali sentados, com exceção do violeiro que estava tocando deitado porque não conseguia nem mais ficar sentado, e cantando até que tive a infeliz ideia de "cismar" com um dendezeiro que tinha umas madeiras fincadas em seu tronco simulando uma escada.
Olhei pra ele, ele olhei pra mim e não tive dúvida: resolvi subir a escada do dendezeiro. Pra que? Não me façam essa pergunta. Nem eu mesma sei responder.
Subi um degrau, depois subi outro e escutei uma amiga:
- Chega, Croudi, tá bom!
Mas eu olhava pra cima e queria mais. O céu era o limite rs.
E lá fui eu, mais um degrau. 
Estava no terceiro degrau quando resolvi subir mais um para parar. 
Foi aí que tirei o pé direito pra passar pra cima e a madeira do 3º degrau, onde eu estava, inclinou.
Nesse momento, percebi que ia me esborrachar no chão e a única coisa que deu tempo de fazer foi gritar pra um amigo que estava embaixo do dendezeiro, tirando foto:
- Sai de baixoooooo!!!!
Puft!
E lá estava o corpo estendido no chão.
Acho que nessa hora a cachaça de todo mundo zerou. Meus amigos ficaram doidos. Correram pra cima de mim pra ver se eu tinha me machucado e quando comprovaram o "prejuízo" (arranhões e cortes por todo o corpo, pedra fincada no pé, corpo todo dolorido, hematomas começando a se formar...) começaram a questionar o que poderiam fazer como primeiros socorros.
Nesse momento, uma amiga tomou a atitude: me pegou, me levou pro lago, lavou os arranhões, me tirou do lago e jogou whisky em todo meu corpo. Isso mesmo... whisky. Segundo ela funcionava pra curar as balas de revólver nos faroestes e, portanto, serviria no meu caso também. 
Na volta pra Salvador fui num médico e ele disse que tudo ia se normalizar. Quando perguntei da eficácia do whisky ele deu uma risadinha, o que não me deu certeza até hoje, se foi bom ou ruim rs.
Dessa história toda aprendi algumas lições: Uma escada em dendezeiro não é confiável, o dendezeiro não é inofensivo como o coqueiro, ele é cheio de pontas duras que cortam e ferem muito e que whisky em arranhão, se é eficaz ou não ainda não sei, mas que arde, arde.
Depois dessa não subo nem em pé de melancia rsrs


O Garçom Obediente

Estava num barzinho com uma amiga tomando cerveja e colocando o papo em dia.
O papo estava tão agradável que fomos pedindo uma cerveja atrás da outra sem perceber que o número estava crescendo rapidamente.
Depois de algumas, eu disse a minha amiga que o número de cerveja já estava bom e que deveríamos pedir a conta. Ela concordou, na hora, sem questionar. 
Só teve um problema. Quando o garçom chegava, empolgadas com o papo, acabávamos pedindo mais uma cerveja ao invés da conta. 
Depois da "sem vergonhice" em dupla, olhávamos uma pra outra e caíamos na risada.
Depois da terceira "proibida" minha amiga teve uma ideia para, finalmente, colocar um fim naquela noite.
Assim que o garçom chegou na mesa, mais uma vez, ela disse:
- Traga mais uma cerveja pra gente e depois dessa não traga mais nenhuma... Mesmo que a gente peça.
Ele fez uma cara tipo "que loucas", mas obedeceu o comando e, apesar, de tentarmos quebrar a regra, não tivemos sucesso, pois fomos, realmente, proibidas de beber pelo próprio garçom.
Esse, sem dúvida, mereceu os 10% rs.

domingo, 6 de julho de 2014

A Aula de Auto Defesa

Estávamos num sítio fazendo um churrasco e conversando, quando um amigo, bem animadinho por causa da cerveja, começou a demonstrar em uma amiga como ela se livraria caso algum ladrão pegasse ela pelos punhos.
Apesar dela falar que ele estava apertando com força e que era pra parar, ele repetia o movimento incansavelmente.
Depois de mais ou menos meia hora de aula, ele pegou mais uma vez os braços dela e disse:
- Pronto. Agora é a sua vez! Faz de conta que sou o ladrão. 
- E agora, o que você faz pra se livrar do ladrão? (Crente que ela ia realizar os movimentos ensinados por tanto tempo).
Ela, já sem paciência com aquela aula sem fim e querendo que ele parasse de apertar os braços dela, simplesmente disse:
- ME LAR-GUE !!
E ele, completamente desapontado e com medo do tom da voz que ela usou, foi soltando os braços dela aos poucos.
Nunca vi uma auto defesa tão eficiente.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Cantadinha da Aposta

Não é segredo pra ninguém que eu adoro a Borracharia, inclusive, para meu futuro marido, pai dos meus 8 filhos rsrs.
Resolvi comemorar meu aniversário lá e mandei a seguinte mensagem:
- Irei comemorar meu aniversário sexta-feira e adoraria que você fosse. Se você acertar o lugar, te dou 10 beijos, se você errar, você me dá 10 beijos.
Ele respondeu:
- Borracharia rs
E eu completei:
- Vixe! Estou com uma dívida com você agora e preciso pagar logo porque detesto dever! rsrs

segunda-feira, 30 de junho de 2014

O Gago

Estava com um casal de amigos no Souza (Praia do forte).
Depois de algum tempo um cara se aproximou se apresentando e perguntando se podia participar do papo que, segundo ele, parecia estar bem interessante. Respondemos que sim e o papo continuou.
Ele foi direcionando o papo pra mim, enquanto o casal de amigos conversava entre eles.
Um papo bem interessante, mas uma mania estranha. Ele não tirava a mão esquerda do bolso.
Isso mesmo!!
Lá estava a aliança do sujeito.
De repente ele lança:
- Será que podemos nos ver quando voltarmos pra Salvador?
E eu, sem nenhuma cerimônia, respondi:
- Sua esposa vai junto?
A criatura levou um susto e começou a gaguejar:
- Nonono
- Nonono
Eu disse:
- Nonono? Não entendo essa língua!
Chamei o casal e perguntei:
- Ele tá tentando falar alguma coisa. Ele fala, repetitivamente, nonono. Vocês sabem o que significa?
E quando os dois disseram que não, eu me virei pro sujeito e disse:
- Sinto muito, não entendemos sua língua. É melhor você conversar com sua esposa que deve entender.




O Portão e a Pipoca do Chiclete

Estava passando o carnaval, com meu ex namorado e alguns amigos, num prédio que fica no circuito do carnaval em Ondina.
Quando passava um trio com uma pipoca mais tranquila, ficávamos do lado de fora pra curtir o trio pertinho. Quando passava um trio com uma pipoca mais violenta, entrávamos no prédio e curtíamos lá de dentro.
O próximo trio que passaria seria o do Chiclete, logo, todos pra dentro.
Estávamos lá dentro, nos sentindo mais do que seguros, quando começou o empurra-empurra da pipoca do Chiclete. Os pipoqueiros pulavam, socavam, chutavam, enquanto os foliões que estavam encostados no portão eram esmagados. Nessa confusão toda, a polícia chegou abrindo espaço e, com isso, a pressão dos que estavam sendo esmagados no portão aumentou e ele se soltou do trilho.
Isso mesmo!! O portão do prédio que estava dando toda segurança pra quem estava dentro, estava sendo carregado pra dentro pelas mãos dos pipoqueiros.
Nesse momento não só as pessoas que estavam sendo esmagadas no portão entraram no prédio, como também boa parte da pipoca violenta.
Pânico geral!!
As pessoas do prédio corriam gritando desesperadas com medo dos pipoqueiros violentos. A escada do prédio ficou lotada de moradores subindo correndo. A cena ficou parecida com a de um incêndio.
Quando cheguei no 1º andar junto com meus amigos, ficamos mais calmos e paramos de subir. Percebemos que faltava um da turma, o meu ex namorado.
Descemos correndo pra ver se tinha acontecido alguma coisa e quando chegamos embaixo de novo, o portão já tinha sido colocado no lugar pelos seguranças, a pipoca colocada pra fora do prédio e meu ex namorado ao invés de "fugir", achou mais importante ir para um canto para defender, com o corpo, o isopor com cerveja que tínhamos descido no início da noite.
Senti muito orgulho dele nesse importante salvamento...rs

domingo, 29 de junho de 2014

A Travessia

Estava no sítio de um amigo com uma turma.
Toda noite a piscina era coberta com uma lona amarrada em ganchos fincados no cimento.
Quando eu passava pela piscina ficava me questionando se aquela lona aguentaria uma travessia rápida por cima dela. Ficava com uma vontade doida de passar correndo, mas como tinha um pouco de medo de afundar, nunca passava.
Conversando com duas amigas comentei sobre o assunto e sobre minha vontade de atravessar. As duas disseram que também não tinham certeza se a lona aguentaria e que, por isso, era melhor não arriscar.
Passamos o dia inteiro bebendo e já estávamos alegrinhas quando vi uma amiga saindo em silêncio e indo em direção a piscina. Logo depois dela, outra amiga se levantou e também foi na mesma direção. Fiquei curiosa e resolvi ir atrás.
Vale ressaltar que as duas amigas que se levantaram foram as que eu comentei sobre a "travessia".
Assim que a primeira chegou na piscina, olhou para os lados, para se certificar que não tinha ninguém, e passou correndo por cima da lona. Quando a segunda viu, não teve dúvida, passou correndo também. E eu? Lógico que não podia ficar de fora da minha própria ideia. E lá fui, correndo por cima da lona enquanto minhas duas amigas ficavam na torcida do outro lado da piscina.
Problema solucionado. A lona não aguentava só uma travessia, aguentava três... e seguidas.
Lona aprovada pelo Inmetro, ops, digo, por três doidas...rs



domingo, 22 de junho de 2014

A Guitarrista

Estava no "meu camarote", no carnaval, com alguns amigos e esperávamos a passagem do Bloco Me Abraça, com Durval Lelys, para vermos duas amigas que vinham nele.
Avistamos o trio vindo e dando uma parada para falar com o pessoal do Camarote de Ivete.
Quando olhei novamente em direção ao trio, para ver se ele já tinha voltado a andar, avistei minhas duas amigas fora do bloco, vindo em direção ao meu camarote. Uma estava bem e a outra bem... bem perto do fim (rs).
Assim que elas chegaram perto da gente começamos a conversar (dentro do possível rs) e trocar casos que tínhamos presenciados, até então, naquela noite de carnaval.
Papo vai, papo vem e o trio voltou a andar.
Quando foi se aproximando do meu camarote, Durval começou a fazer um solo de guitarra. Minha amiga que estava "perto do fim", lançou uma guitarra imaginária e com um joelho estendido e o outro flexionado ia pulando pra frente e voltava na mesma posição pulando pra trás, enquanto fazia movimentos repetitivos de cabeça pra cima e pra baixo. Nunca vi uma coordenação tão exemplar pra quem se encontrava naquela situação. E ainda por cima conseguiu, durante essa desenvoltura toda, pingar remédio no nariz.
Quando o trio foi passando, os músicos avistaram ela do lado de fora da corda, do lado dos cordeiros, fazendo essa performance sensacional e não resistiram. Todos olharam, começaram a dar risada e Durval, através de gestos, ofereceu a guitarra dele e disse para ela subir.
Graças a Deus, ela era uma guitarrista super profissional e se encontrava muito concentrada não prestando atenção no convite.
O trio passou, o som da guitarra acabou e nossa guitarrista foi embora pra casa.
Só quem estava naquele local e naquele horário que teve a honra de presenciar uma apresentação única de tão alto nível rs.   


sexta-feira, 20 de junho de 2014

A Futebolística

Estava assistindo o jogo do Brasil contra o México quando aconteceu um lance duvidoso de gol.
Para tirar a dúvida, a Globo mostrou o lance computadorizado. Quando provou que não era gol, surgiu a frase na tela: no goal.
Nesse momento perguntei a minha amiga se ela tinha entendido porque não tinha sido gol (a bola não tinha ultrapassado totalmente a linha) na intenção de explicar a ela caso não soubesse a regra. Ela, bem firme com todo seu conhecimento futebolístico, respondeu:
- Entendi. Se tivesse sido gol, estaria escrito "yes goal".

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Olimpíadas dos Namorados

Éramos quatro casais e resolvemos fazer uma comemoração "tudo junto e misturado" no dia dos namorados.


Resolvemos passar o final de semana, dessa data comemorativa, na casa de praia da minha mãe.
Como a casa tinha 3 quartos e éramos 4 casais, tive uma ideia para saber quem seria o "casal azarado" que ficaria na sala.
Lancei as "Olimpíadas dos Namorados" (bem professora de educação física rs).
Bolei as provas e distribui as pontuações.
O casal que ficasse em primeiro lugar teria o direito de escolher o quarto que queria ficar, o que ficasse em segundo escolhia em seguida e, assim, sucessivamente, até o último se encaminhar para a sala.
Foi dada a largada!
Cada prova era uma emoção!! Não tinha ideia que o prêmio era tão valioso!!
Discussão entre duas amigas, entre um casal e uma amiga, entre dois casais, sangue na boca de um casal na prova da uva, casal que subiu numa pilastra, na prova de estourar o balão amarrado no pé, e não quis descer para não ter o balão estourado, um casal quase termina o namoro... Enfim, nervos à flor da pele.
Diante das reações dos casais e com medo que algum deles cometesse uma chacina na casa da minha mãe, resolvi me candidatar a vaga da sala, dando por encerrada as Olimpíadas dos Namorados.







segunda-feira, 9 de junho de 2014

Falha na Comunicação

Estava em Madrid com uma amiga e resolvemos ir num barzinho.
Chegando lá todas as mesas estavam ocupadas, mas decidimos esperar.
Passaram alguns minutos e duas mulheres levantaram e foram embora. 
Ocupamos a mesa.
Mais alguns minutos e o garçom chegou com dois drinks. Olhamos uma pra outra sem entender nada e minha amiga explicou pro garçom que não tinha sido a gente que tinha pedido aquelas bebidas. Disse a ele que eram outras duas mulheres que estavam naquela mesa e que elas deveriam ter desistido e ido embora. 
O garçom disse que tudo bem e se retirou com as bebidas.
Mais um tempinho e o garçom voltou pra saber o que íamos beber. Como estávamos um pouco na dúvida se iríamos ficar ali mesmo ou iríamos pra outro lugar, resolvemos pedir um minuto.
Minha amiga, que fala espanhol, estava no celular e eu me vi forçada a dialogar com o garçom com meu portunhol.
- Um minutito
E o garçom completou:
- Um minutito pra você. Um minutito pra ela.
E eu, achando graça, respondi que sim.
Quando o garçom saiu eu comentei com minha amiga o quanto ele era engraçado, pois eu tinha pedido um minuto e ele deu um minuto pra ela também.
Assim que acabei de falar com minha amiga, o garçom chegou na mesa com duas taças de vinho.
A gente, sem entender nada, disse a ele que não havíamos feito aquele pedido.
O garçom ficou muito nervoso e xingou a gente toda.
Nós dissemos que ele estava errado e levantamos da mesa.
Passamos o resto da noite querendo entender o que tinha acontecido e não conseguimos.
No outro dia, minha amiga estava no banho e deu um grito:
- Entendiiii!!!
E tudo ficou explicado. 
Quando pedi um minutito o garçom entendeu eu pedindo um "vinho tinto".
Bem, nós conseguimos entender, mas acho que o garçom continua pensando que nós duas estávamos fazendo ele de palhaço. 

As Pulseiras de "Ouro"

Era Réveillon. 
Resolvemos comprar pista ao invés de camarote, pois a diferença no valor estava alta e tínhamos certeza que conseguiríamos nos divertir em qualquer lugar, pois estávamos num grupo de oito pessoas... oito pessoas bem animadas!
Na entrada da pista, colocaram as pulseiras, de cor laranja, em nossos braços. Assim que todos entraram, eu olhei pra trás pra ver se tinha alguém conhecido. Não vi ninguém, mas enxerguei um "chumasco" de pulseiras da pista no bolso da calça do segurança. Não sei porque tive uma vontade enorme de pegar algumas, pois todos da minha turma já estavam devidamente "empulseirados". Mas, como tenho um leve problema de não segurar meus impulsos, voltei na entrada e, sem que o segurança percebesse, puxei um bolinho de pulseiras do bolso dele. Vieram 10.
Quando escolhemos o lugar pra ficar, decidimos que alguns iriam no bar comprar as bebidas. Os homens foram. Demoraram um bocado e voltaram sem nada. Disseram que estava uma desorganização danada e que ninguém estava conseguindo comprar nada. As mulheres não acreditaram e resolveram pegar o dinheiro e comprar as bebidas. Chegando no bar, constatamos a informação dos rapazes. As filas dos caixas estavam enormes, os bares entupidos, as bebidas ainda estavam chegando, não tinha gelo... enfim, caos total.
Voltamos pro nosso lugar e ficamos desolados sem querer acreditar que passaríamos um Réveillon daquela forma.
Durante esse momento de tristeza profunda, olhei pro camarote all inclusive com um desejo enorme de estar lá. De longe avistei todos bebendo, comendo, dançando e sorrindo. Estava maravilhoso!!!
Avistei que as pulseira eram brancas. Por um minuto desejei que a cor do camarote fosse mais parecida com a laranja pra gente tentar entrar e olhei desolada pra minha pulseira. Nesse momento, tive um estalo!
A pulseira era laranja por fora, mas branca por dentro. Igual a do camarote!!!!
Lembrei na hora do "chumasco" de pulseiras que peguei no bolso do segurança. 
Comentei com a galera da minha ideia de colocar a pulseira do lado contrário. Todos acharam a ideia boa, mas ninguém se ofereceu para ser a cobaia, exceto uma pessoa... euzinha.
E lá fui eu, com a pulseira ao contrário, branca e linda como a do camarote. Só não tinha escrito a palavra "camarote", mas, como dizem, a noite todos os gatos são pardos, não é mesmo?
Empinei o nariz, subi a escada e passei pelos seguranças.
Na primeira passada, chegaram vários garçons com bebidas e comidas. Escolhi o que queria e fui pra frente do camarote pra poder avistar a galera. 
Quando cheguei na frente, olhei pra eles e todos estavam olhando pro camarote esperando pra saber se o plano tinha dado certo ou não. Quando olharam na minha direção, levantei meus braços com a bebida e o petisco. Lá de cima enxerguei o grupo desesperado arrancando a pulseira laranja e colocando a pulseira branca.
A turma inteira conseguiu entrar no camarote. Comemos, bebemos e dançamos a noite inteira.
Fomos os últimos a irmos embora, afinal, tínhamos que fazer jus ao valor do camarote rs. 



segunda-feira, 2 de junho de 2014

Felicidade de um Setentão

Eu, minha mãe e meu irmão fomos para o aniversário de meu tio, de 70 anos, em Brasília.
A felicidade dele estava tão grande que, apesar da correria do dia, devido aos preparativos da festa, fez questão de nos buscar no aeroporto.
Na ida do aeroporto pra casa onde ficaríamos meu irmão perguntou se ele podia parar em algum lugar para ele comprar cigarro.
A euforia do meu tio, causada pela felicidade de termos ido, estava tão grande que ele acabou transmitindo em sua resposta:
- Meu sobrinho, hoje, só não deixo você comer meu #@%  . O resto pode me pedir o que quiser.


quinta-feira, 29 de maio de 2014

O Gabarito

Ganho pouco, mas me divirto rs
Entrei na sala pra aplicar as Olimpíadas de Matemática e comecei a explicar como eles deveriam preencher o gabarito:
- Marquem as opções na prova e depois passem pro gabarito. A prova vocês podem marcar a lápis, caneta vermelha, preta, verde... Mas no gabarito só podem marcar com caneta preta ou azul. Entenderam?
- Siiimmmm
Mas acho que não tinham entendido...
Foi só eles começarem a fazer a prova e os dedos começaram a subir:
- Pró, pode marcar a prova com caneta vermelha?
- Pode com lápis?
- Pode com caneta verde?
- Pode... ? Pode...? Pode...?
E antes que eles perguntassem por todas as cores existentes no planeta, resolvi resumir:
- Gente, a prova vocês podem marcar até com cuspe. Escolham a opção, mirem e mandem ver. Mas o gabarito, só pode ser com caneta azul ou preta. Entenderam?
- Siiiimmmm (com risos)
E dessa vez entenderam mesmo. 
Acho que aprendi a língua dos alunos rsrs

terça-feira, 27 de maio de 2014

A Bipolar

Estava na casa de uma amiga e enquanto ela tomava banho eu conversava com o avô dela (um senhorzinho da cabeça toda branca, mão fofa e histórias únicas).
Conversa vai, conversa vem e ele começou a falar da irmã dele. Disse que tentava ajudá-la de toda forma, pois a mesma, no passado, tinha deixado de estudar e passado a costurar para pagar os estudos dele e, por isso, ele devia tudo o que era a ela.
Dentre todos os problemas que a irmã enfrentava, o maior era a filha.
Ele disse que a "criatura" não queria nada com a vida e que ainda por cima só se envolvia com homem que não valia nada.
Diante dessa colocação eu perguntei:
- É mesmo? Ela tem algum problema?
Ele, imediatamente, respondeu:
- Tem. Ela é bipolar.
E antes que eu fizesse alguma outra pergunta ele finalizou:
- Ora gosta de P... grande, ora gosta de P... pequena.
E eu, em plena crise de risos, respondi:
- É, acho que pra "esse bipolarismo" não existe remédio.




sexta-feira, 23 de maio de 2014

Banheiro Trocado

Eu e uma amiga costumávamos curtir a noitada em um Pub no Rio Vermelho.
Depois de um tempo, enjoamos um pouco e resolvemos dar um tempo.
Passado uns meses, decidimos matar a saudade e voltamos no Pub.
Música vai, cerveja vem... Hora de ir no banheiro. E lá fomos nós!
Minha amiga estava animadíssima e foi dançando, de costas, na direção do banheiro pra continuar conversando comigo.
E lá foi ela porta adentro.
Assim que ela empurrou a porta, com as costas, foi que eu olhei pro lado e enxerguei uma plaquinha com o desenho de um homem.
Isso mesmo!! O Pub tinha passado por uma reforma e tinham trocado os banheiros de lugar: o masculino tinha ido pro lugar do feminino e o feminino pro lugar do masculino.
Bem, voltando...
Na hora que vi a plaquinha, gritei, mas, como dizia meu pai, "tarde piaste na garganta passaste", ou seja, tarde demais!!
Minha amiga já estava lá dentro do banheiro masculino, tirando a concentração dos rapazes e fazendo todos errarem o alvo do mictório.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Aqui se faz, aqui se paga.

Os alunos aprontam comigo, mas eu também apronto com eles.
Entrei na sala, agora a tarde, pra aplicar a prova de Matemática e Ciências e disse:
- Essa turma é massa e, por isso, vou deixar vocês consultarem!! 
Momento de euforia!!!
Quando os gritos cessaram, eu completei:
- A memória. Podem consultar a memória. Rsrs

domingo, 18 de maio de 2014

A Cerveja Proibida

Uma amiga que não está saindo muito, pois está com uma filhinha de 1 aninho, me chamou pra ir num aniversário de criança no prédio dela. Quando me ligou, disse toda animada que seria uma oportunidade para tomarmos uma cervejinha e colocarmos o papo em dia, enquanto a filhota curtiria a festa com a babá.
Lá fomos nós...
Passou o 1º garçom com refrigerante e suco. Passou o 2º com refrigerante e suco. Passou o 3º com refrigerante e suco...
Minha amiga que estava doida pra tomar uma cerveja, chamou o garçom e perguntou se tinha a bebida desejada.
Logo em seguida veio a resposta:
- Não, senhora, é aniversário de cristão.
Não sabíamos se ríamos ou chorávamos.
Como ela estava afim de beber, não se deu por convencida e arrumou a solução.
Cada hora uma subia no apartamento dela, no 15º andar, enchia o copo da filhinha dela com cerveja e descia. Como o copo era com desenhos coloridos não mostrava o líquido e podíamos beber na festa cristã sem sermos descobertas.
Nunca andei tanto de elevador na minha vida.


Carona no Trio

Era carnaval.
Eu e meus amigos pulávamos há horas no "meu camarote".
De repente, meus amigos começaram a ir embora um por um.
Parei pra pensar que estava chegando minha hora também.
Ia ter que andar até o final do Circuito Ondina.
Cansada e com preguiça de fazer todo o trajeto sozinha, tive uma ideia.
Esperei o próximo trio passar e fiz sinal de carona pro motorista.
Carona pedida. Carona dada.
Passei por debaixo da corda, me misturei com os foliões do bloco e entrei na boleia do trio.
E assim voltei pra casa: de carona no trio, curtindo mais um pouquinho do carnaval dentro da boleia.

A Fila

Eu e três amigas fomos passar o São João na Praia do Forte.

Choveu demais e o local da festa ficou alagado e com muito barro. Não gostando muito, eu e uma amiga resolvemos ir pro Souza enquanto as outras duas resolveram continuar na festa junto com mais quatro conhecidos que tinham encontrado.
Assim que entramos no Souza, fecharam o portão e começaram a cobrar a entrada.
Não querendo que minhas amigas pagassem a entrada fui até à bilheteria dizer que elas estavam chegando com um grupo e se ele liberava a entrada das duas.
O bilheteiro disse que se fossem quinze pessoas ele liberava.
Quando elas chegaram estavam acompanhadas dos quatros conhecidos que tinham encontrado na festa.
Peguei o dinheiro deles, fui na bilheteria e disse:
- Aqui já tem quatro. O resto tá chegando.
Peguei as entradas e pensei: o que fazer com os onze que faltam?
Olhei pra fila e ela estava enorme! Foi aí que veio a ideia.
Fui nas últimas pessoas da fila e disse que se eles quisessem eu poderia comprar pra eles sem pegar fila. Eles toparam. Peguei a grana de dois, fui direto no bilheteiro, comprei as duas e disse:
- Mais duas. Agora já são 6. Faltam 9 que estão chegando.
Os antepenúltimos da fila tinham escutado a conversa e quando voltei pra entregar os ingressos para os últimos, me pediram pra eu comprar pra eles também. E assim continuou...
Quando fechei as quinze pessoas, falei com o bilheteiro que todos os "meus amigos" já tinham comprado e que era hora dele liberar as meninas.
Trato feito. Trato cumprido.
O único problema, foi que quando estava prestes a entrar fui cercada por várias pessoas da fila com dinheiro na mão me pedindo pra comprar os ingressos. Acho que estavam pensando que eu era da organização da festa.
Com medo de voltar no bilheteiro e ele desconfiar de alguma coisa, disse que tinha dado um problema no palco e que eu teria que entrar pra resolver. Falei para todos voltarem pra fila que assim que eu resolvesse, voltava pra comprar pra eles.
Entrei e nunca mais saí.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Boliche Humano

Eu, duas amigas e um amigo resolvemos curtir a noite no Twist.
Quase no final da noitada meu amigo resolveu tirar uma foto para registrar aquela saidinha. Quando nos juntamos, percebi que faltava uma amiga. Procurei por ela e a vi do outro lado conversando com um paquera.
Pedi pro meu amigo esperar um pouco que iria chamá-la, pois a foto tinha que ser completa.
Para agilizar o processo, saí de forma ligeira e não percebi que o chão estava molhado. No segundo passo que dei, fui ao chão. Mas eu não caí e fiquei. Eu caí e saí deslizando, de norte a sul no Twist, em direção a minha amiga.
Na frente dela estava um cara que, quando me viu chegando em toda velocidade, puxou o corpo pro lado e me deu passagem.
Assim que ele se afastou, olhei pra cima e vi os olhos, da minha amiga, arregalados, dizendo, claramente, FU...!
S T R I K E
E continuamos, as duas, a deslizar pelo chão do Twist até encontrar uma parede.
Ficamos um ano sem voltar no estabelecimento na tentativa de cairmos no esquecimento.