terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Elba Ramalho

Estava no show de Elba Ramalho, em Aracaju, com meu ex namorado e um casal de amigos.
Curtimos todo o show e fomos embora. 
Na saída, eu e minha amiga fomos andando mais na frente e meu ex mais atrás, acompanhando nosso amigo que estava com o pé engessado e com muletas.
Quando eu e minha amiga olhamos pra frente, avistamos uma mulher, bem apressada, com o cabelo loiro na cintura todo cacheado.
Minha amiga, brincando, falou:
- Olha, Elba Ramalho indo embora do show. Pega, pega!!
Pra que?!?
A mulher ouviu e não gostou da brincadeira. Virou pra trás e disse que a gente ia ver. Atravessou a rua e sumiu.
Paramos para comprar batata frita e depois continuamos andando (essa ação demorou mais ou menos 10 minutos).
De repente, aparece um homem enorme na nossa frente tirando satisfação com a brincadeira que fizemos com a mulher dele.
Antes de tentarmos explicar ele deu um empurrão no meu ex que caiu no chão jogando toda a batata pra cima.
Um parênteses.
(Com certeza viu duas mulheres e um capenga e concluiu que meu ex seria o que daria mais trabalho a ele e, por isso, resolveu "elimina-lo" primeiro).
Mero engano rs
Assim que meu ex caiu, meu amigo "capenga" colocou o pé quebrado no chão, me entregou uma muleta e correu atrás do cara dando várias muletadas nas costas dele. 
E a cena ficou assim:
"Elba Ramalho" com uma pedra enorme tentando jogar no meu ex (sem sucesso pq a pedra era maior que ela), eu e minha amiga gritando e meu amigo correndo em volta de um carro dando muletada nas costas do cara.
Essa cena deve ter demorado por volta de 4 voltas no carro, quando apareceu um novo personagem na história. Um homem apontando uma arma pra cima mandando todo mundo parar.
Nesse momento a pedra foi caindo da mão de "Elba Ramalho", os gritos foram cessando e a muleta foi descendo.
Todos os envolvidos ficaram paralisados olhando pra arma. O medo agora não era mais a confusão, mas sim, essa pessoa armada.
Mas, graças a Deus, era uma pessoa que só queria mesmo acabar com a confusão (devia ser algum policial à paisana).
Confusão terminada, recolhemos as muletas e partimos mudos ainda nervosos com tudo o que tinha acontecido.
Mais tarde, já em casa, chegamos a conclusão que se não tivéssemos parado para comprar a batata frita, o marido de "Elba Ramalho" não teria encontrado com a gente, logo, aprendam o correto:
"Se beber, não coma batata frita." 




Esqueceram de Mim

Estava com uns amigos na casa de praia de minha mãe fazendo um churrasquinho e ... precisa completar? Onde tem churrasquinho, tem? Bebidinhas, é claro rs
Isso aí, fazendo churrasquinho e tomando alguns drinks 🍢🍢🍺🍷🍹
Na turma de amigos estava um casal que tinha começado o namoro recentemente e estavam com aquele fogo inicial de namoro.
Depois de boas horas de churrasco e drinks fomos dormir. 
Quando acordei no outro dia me deparei com minha amiga (a do namoro inicial) "futucando" todos os lixos da casa.
Perguntei o que estava acontecendo e ela me disse que quando foram dormir, resolverem namorar primeiro e que ela não se lembrava se tinha tirado ou não o absorvente interno. 
Depois de fazer a vistoria em todos os lixos e não encontrar nada, chegamos à conclusão que ela não tinha tirado, o que significava que o absorvente interno ainda estava dentro dela. 
Desespero total da minha amiga.
Conversei com ela e disse que já estávamos voltando pra Salvador e que passaríamos em alguma clínica.
Chegando a Salvador, fomos em uma clínica.
Entramos eu e ela, totalmente envergonhadas, na sala da médica. 
Quando começamos a contar o ocorrido, observei duas coisas na doutora:
Um broche da Igreja Evangélica e a expressão de recriminação no rosto da doutora.
Mais vergonha ainda 😬
Mas, como nenhum médico pode negar socorro, continuei com o caso até o fim.
A médica mandou minha amiga deitar, mas repetia que não sabia se conseguiria tirar o absorvente por não ter os instrumentos específicos.
Enfim, mexeu aqui, mexeu ali e... conseguiu. 
Assim que a médica tirou o "intruso", minha amiga pulou da cama e num momento de euforia abraçou a médica dizendo repetitivamente:
Doutora, a senhora é tudo de bom!! Doutora, a senhora é tudo de bom!!  
Neste momento percebi um sorrizinho no rosto da doutora. 
É, tomara que o ocorrido não só tenha matado a gente de vergonha, mas também tenha feito com que a doutora entenda melhor os vários "doidos" que ainda passarão por ela. 

sábado, 11 de fevereiro de 2017

A Bela Adormecida

Peguei um Uber para ir numa festa e fui conversando com o motorista.
Entre as conversas uma se destacou.
O motorista me contando abismado o dia que foi solicitado e que quando chegou no local a passageira estava sozinha, na porta de uma festa e bem altinha (bem altinha mesmo) 🍷🍹🍸🍺
Disse que a passageira abriu a porta de trás do carro, deitou e dormiu. Ele fez o trajeto inteiro com ela apagada e teve que acordá-la quando chegou no destino.
Não sei porque, mas lembrei de uma amiga e mesmo com medo do que iria ouvir, resolvi perguntar:
- Era loira?
- Era
- Morava no Costa Azul?
- Morava
- Em duas torres brancas?
- Sim
Depois dessas três afirmativas, resolvi finalizar a conversa com a taxativa frase:
- Sem mais por hoje.

A Acompanhante

Minha mãe, uma senhorinha de 81 anos, mas com muita saúde, graças a Deus, foi me acompanhar numa cirurgia.

Chegando no hospital, fomos para o quarto.

Enquanto esperava o horário, fui passando as informações:

- Mãe, devo estar na cirurgia na hora do almoço. A senhora vai no restaurante que te mostrei, almoça e aproveita pra comprar um lanche, pois não sei o horário que vai terminar e o tempo que a anestesia vai atuar. Dessa forma não terá que voltar lá. Tá certo?

- Tá sim.

Bem, lá fui eu pra sala de cirurgia.

Quando voltei, dormi mais um pouco e acordei com fome. Pedi a minha mãe que solicitasse meu lanche. 

Assim que meu lanche chegou, minha mãe se levantou e veio na minha direção. Meu pensamento era que iria me ajudar a desembrulhar os alimentos e coisas do tipo. Mas não!! Ela foi ver o que tinha de lanche pra dividir comigo. Isso mesmo! Disse que não comprou o lanche porque não ia sentir fome, mas sentiu. E qual foi a solução? Dividir os alimentos com a "enferma".

Após lancharmos, ela se levantou e tornou a ir em minha direção. Eu pensei: vai pegar a bandeja pra colocar na mesa e me arrumar. 

Pensamento errado.

Ela colocou a garrafa vazia e os papéis do lanche na minha bandeja e disse:

- Pronto. Aqui está ótimo! E voltou a se sentar.

Eu, perplexa, com a bandeja no colo, perguntei:

- Mãe, não seria a hora da acompanhante pegar a bandeja, colocar na mesa e arrumar a "enferma" na cama? 

- Ah! Pensei que a moça vinha.

- Que ela vem, vem. Mas não sabemos o horário.

Então ela se levantou e seguiu minhas orientações.

Passado um tempinho, me deu vontade de fazer xixi. Solicitei minha acompanhante.

- Mãe, empurra o suporte do soro e vem comigo no banheiro.

Ela, baixinha, começou a se esticar toda pra tirar o soro do suporte.

Eu dizia:

- Mãe, o suporte é de rodinha, empurra.

E ela teimava:

- Mas tirando não é melhor?! E dava uns pulinhos na tentativa (frustrada) de tirar o soro.

Depois de cinco tentativas consegui convencê-la que era mais fácil empurrar. E lá fomos ao banheiro. Eu na frente com a bexiga quase estourando de tanto esperar e ela atrás empurrando o soro na maior tranquilidade e sussurrando "não é que é simples mesmo!?" 

Bem, é isso.
Sem sombra de dúvidas tive mais trabalho que o médico que me operou rs.



*Obs: Não comentem com minha mãe para ela não ficar chateada. Disse que foi tudo perfeito rsrs