terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Enóloga de Araque





Eu e mais cinco amigas estávamos em um barzinho, conversando e tomando vinho — com exceção da minha pessoa, completamente fiel à minha cervejinha.

Enquanto conversávamos e bebíamos, uma amiga fumava.

Depois de algumas garrafas de vinho, a fumante pegou uma das garrafas vazias e a transformou em cinzeiro. Começou a colocar as bitucas dentro.

Continuávamos conversando, rindo e bebendo… e bituca pra dentro.

Uma das minhas amigas estava conversando animadamente e não percebeu que uma das garrafas de vinho tinha virado cinzeiro.

Em determinado momento, ela foi colocar mais vinho na sua taça e pegou a garrafa-cinzeiro. Virou o resto de vinho que sobrava na garrafa juntamente com três bitucas. E, feliz da vida, deu um gole.

Assim que terminou, falou:

— Que vinho maravilhoso!! Quem trouxe esse?? Esse, sim, é perfeito! Amadeirado! Cheiro de carvalho! De tabaco!

E começou a oferecer a todas.

Nesse momento, o marido dela, na época, foi chegando e enxergou os corpos estranhos na taça.

Super assustado, gritou perguntando se ela estava louca. Foi aí que todas nós, inclusive ela, percebemos o que ela estava bebendo.

Dessa história toda ficaram dois aprendizados: eu nunca vou largar minha cerveja, que sempre tem gosto de cerveja, e minha amiga vai prestar mais atenção nas taças de vinho, já que mostrou que não passa nem por perto de ser uma enóloga.

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