sexta-feira, 11 de julho de 2014

Os Falsificadores

Como todos sabem, sou igual a uva, só ando em cacho. Completamente dependente da companhia de minhas "uvinhas".
Em um carnaval, fiquei hospedada no apartamento de um amigo que mora no Circuito Ondina. Tudo lindo e maravilhoso, mas faltava algo... o acesso de minhas "uvas" no prédio.
Cada apartamento recebeu 10 pulseiras e meu amigo, dono do apartamento, me cedeu duas (a minha e a do meu ex namorado) para cada dia. As outras ele deu pra seus familiares e amigos. Nada mais justo!
Meus amigos iam pra porta do prédio para ficarmos juntos, mas não tinham a "mordomia" que eu tinha (entrar na hora de uma pipoca violenta, banheiro limpo e fácil, lugar pra sentar pra descansar um pouco...) e isso me incomodava. Queria todos juntos e misturados.
Foi aí que veio a ideia!!!
Chamei uma amiga e disse:
- Por que não fazemos umas pulseiras no computador? Colocamos a cor do dia e o nome do prédio. Com certeza, vai passar. E ela concordou.
No outro dia, quando acordamos, fomos na casa dela e "confeccionamos" as pulseiras.
À noite, a medida que as "uvas" iam chegando eu ia entregando as pulseiras.
Pronto! Perfeito! Todos com os mesmo direitos.
Eu disse perfeito? Na verdade, quase perfeito. 
Caiu uma chuva fortíssima que pegou todo mundo atrás do trio e não teve como correr. Ela molhou todos dos pés a cabeça, inclusive, os braços. E o que isso tem a ver? As pulseiras confeccionadas foram impressas em papel ofício e com a chuva, todas rasgaram, menos a minha e do meu ex que eram verdadeiras.
Todos fora do prédio de novo.
No outro dia acordei e ainda não conformada de não ficarmos juntos em todos os momentos comecei a olhar as pulseiras dos outros dias. Viro pra cá, viro pra lá e o que vejo? O telefone e o endereço do lugar que o prédio encomendou as pulseiras. Ficava no bairro que um casal de amigos morava. 
Celular na mão imediatamente:
- Amigo, achei o contato da fábrica das pulseiras aqui do prédio. Passa lá e encomenda as cores que ainda serão usadas nos próximos dias pra turma toda.
E ele foi mais do que imediato.
Chegando lá, só vendiam o cento. Algum problema? Nenhum. 
Não, calma, a turma não tinha 100 pessoas. Éramos bem menos. 
Usamos as que precisávamos e guardamos as outras.
E assim terminamos o carnaval daquele ano. Todos juntos, com acesso ao prédio e sem medo de chuva.
E as pulseiras que sobraram, jogamos fora? Nunca. Todas foram muito bem utilizadas em festas que ocorriam durante o ano e coincidiam a cor.

5 comentários:

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...carnaval e "camarote" maravilhosos!!!!

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  2. Menina..vcs aprontam, viu...rsrsrs

    Um dia chego a esse nivel..!!!

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  3. Anônimo, assim que descobrir sua identidade te coloco na turma kkkk

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  4. Quem sabe um dia..rsrs. A gente pode se bater na Borracharia...quem sabe..rsrs

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